Conclui-se que, a trajetória do ensino de línguas inglesa no Brasil vem desde o período colonial em que o ensino era de responsabilidade dos padres jesuítas que ocupavam em ensinar o latim devido ser uma língua clássica. Com a expulsão deles aqui do Brasil, foi implantado pelo o ministro Marquês de Pombal, o sistema de ensino régio, com professores do Estado e que não fossem religiosos, para que ministrasse as línguas clássicas: o latim e o grego. Devido ser através dessas línguas que ensinava o vernáculo, história e geografia. Com a vinda da família real para o Brasil em 1808, a língua inglesa teve um leve impulso. Mais tarde com a fundação do Colégio Pedro II, o ensino de línguas no Brasil passa ganhar importância, devido adotar um novo currículo de acordo com o modelo dos franceses que priorizavam o francês em seguida vinha o inglês e por último o alemão. Essa grade curricular geriu a educação aqui no Brasil por mais de um século.
O Brasil, desde o seu descobrimento, vem sofrendo influência de povos vindos de outros países do mundo em busca de melhoria de vida.Toda a extensão territorial, desde o início do século XX, formou grandes colônias de imigrantes. Tais colônias querendo preservar suas culturas, organizavam escolas para crianças estudarem apenas a língua de seus ascendentes e o português quando estudavam era tido como uma língua estrangeira.
Apesar do alarme movimento de migração que houve nessa época, o modelo de ensino implantado pelo o Colégio Pedro II, manteve até 1829. Sendo o francês em primeiro lugar e seguido do inglês, depois do alemão e, a partir de 1829, o italiano, que fez parte do currículo até 1931.
Com a nova política do governo Getulio Vargas em 1930, embasada em ideais de modernidade, cujo o propósito era implantação de uma identidade nacional , coloca sob o domínio do governo todas as idéias anti-democráticas com respeito a língua.E isso, iria no futuro refletir no destino da Educação. O fator que mais agravou o ensino de língua inglesa no início da década de 70, foi o fato de a LDB de 1961 e a de 1971 ignorar a importância das Línguas estrangeiras dentre as disciplinas obrigatórias.
A não obrigatoriedade do ensino de língua estrangeira (LE) trouxe como consequência a ausência de uma política nacional de ensino de Línguas Estrangeira; diminuição drástica de carga horária, chegando apenas uma a outra por semana em várias instituições e um status inferior ao das disciplinas obrigatórias, pois, em alguns estados, a língua inglesa perdeu o poder de reprovar. Durante a década de 70, o regulamento da língua inglesa no Brasil passa por mudanças que mais tarde contribuiria para sua aceitação e licitação nas escolas brasileiras.Nota-se que a educação na década de 70 não se calou com a maneira pejorativa do governo. Antes, através de manifestos, criação e execução de projetos de pesquisas , implantação de cursos de pós-graduação, inserção do livro didático, implantação do inglês instrumental, oficialização da língua inglesa nas escolas públicas, seminários, fez com que o ensino de inglês nas escolas brasileiras se solidificasse.Porém o seu pleno avanço somente aconteceria nas décadas posteriores. Ao término dos anos 70, a ideia que se tem nos escritos feitos em encontros nacionais de professores, universitários são estudos debatidos por educadores da área que na maioria são preleções de experiências que nada resulta de investigação e, portanto não são informados teoricamente. Na maioria são trabalhos que até hoje explora o cognitivo e a estrutura profunda da língua e as prescrições de procedimentos metodológicos que são chamadas de antigas fórmulas ou receitas.
Os anos 70 apesar de não ter obtido muito êxito no tocante ao domínio prático da Língua Inglesa, contudo, pode ser tido como referencial da língua inglesa no Brasil. Pois, nesse momento o universo acadêmico acorda para as línguas estrangeras e por questões diplomáticas priorizam a língua inglesa.