III.DEMOCRATIZAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA NO BRASIL ANOS 70


Por, Profº Jeová R. Barbosa


4 – Necessidade de falar uma outra língua



O fato de o indivíduo dominar bem a língua vernáculo certamente, é motivo de êxito, todovia, seria maior o entusiasmo se ele dominasse um segundo idioma. Quem fala uma outra língua na atualidade, facilmente,  se harmoniza com o pluralísmo cultural de outros povos e, sobretudo, se intega com mais facilidade no mundo globalizado.

As línguas estrangeiras permitem ao estudante aproximar-se de várias culturas e consequentimente propicia sua inserção no mundo globalizado. (PCN 1999, p.146)

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais é imprescidível que o aluno aprenda uma outra língua, pois ela pode ser mais uma porta aberta para o sucesso proficional do cidadão. Segundo Roberto Freire, em seu livro inglês no Brasil, (1977 p.3-44) bem antes de 1813, o Brasil sofria influência da língua inglesa, mas somente a partir dessa data, com a construção da estrada de ferro de Recífe a São Francisco, construida com o capital inglês, o Brasil passa ser parceiro dos ingleses. Com isso, foi influenciado falar seu idioma. Com a abertura de Portos facilita ainda mais, a difusão da língua inglesa no Brasil. Freire lembra, ainda, ser muito comum nas assembléias, clássico de nossa literatura portuguesa começar seus discurso falando língua portuguesa e terminar falando em língua inglesa. Entre eles, está o Machado de Assís.
Nota – se que, gradativamente, a língua inglesa conquistou seu lugar nas academias brasileiras. Mas somente após a intervenção da LDB de 1961 e 1971, foi que instituições de ensino superior passaram refletir sobre o ensino de inglês no Brasil.
Ciências e Letras da USP na década de 70, hoje, Instituto  Geociências.
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Instituto Geociências Hoje
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No início da década de 70, foi criada na Universidade Católica de São Paulo o Programa da Linguística Aplicada que priorizava o ensino de inglês. Essa iniciativa cooperou bastante para com o ensino brasileiro, pois tinha como objeto principal, ainda que as vezes difícil, à formação de professores que pudessem atender a demanda do mercado. O ensino de inglês na década de 70, não teve bastante sucesso, devido faltar profissionais capacitados, livros caros, mensalidades altas em escolas particulares , despotimos dentro das escolas, pois o país sofria os reflexos da ditadura militar emcabeçada pelo o Marechal Castelo Branco, em 1964. Alem do que, os novos métodos de ensino as vezes não eram aplicados de forma correta. Em decorrencia disso, o ensino de língua inglesa, apesar de estar em evidência, não passa de simulação devido não promover aprendizado. Em 176, Resolução nº58, de 1 de dezembro, resgata parcialmente, o prestígio de línguas estrangeiras, tornando o ensino de língua inglesa obrigatório para o ensino do 2º grau. Diz o artigo 1º:

O estudo de línguas estrangeiras moderna passa fazer parte do núcleo comum, com obrigatoriedade para o ensino de 2º grau, recomenda-se a sua inclusão nos currículos  de 2º grau onde as condições o indiquem e permitam.(STEVES, CUNHA: Caminhos e Colheita, p.59).

Nosso legislador no artigo acima, da abertura do ensino de inglês para o segundo grau. Apesar de estar oficializado por lei, essa decisão de inserir ou não no currículo, a disciplina de língua inglesa, era de competência dos Estados que, na maioria das vezes, não davam importância a isso. E ao mesmo tempo, ofertava um ensino de péssima qualidade.
No decurso dos anos 70, várias faculdades trabalham em função de melhorar o ensino de inglês no Brasil, criando o Programa de Linguística Aplicada em ensino de línguas entre elas estão: Potifícia Universidade Católica de São Paulo a (PUC-SP), Universidade Federal de Santa Catarina a (UFSC-SC), Universidade Católica de São Paulo a (UC-SP) e outras. Um dos fatores que, de certo modo, contribuiu para que a língua inglesa não fosse uma disciplina aceita para grande parte dos alunos especialmente, nas escolas públicas, sem dúvida é o reduzido número de horas reservado ao estudo das línguas estrangeiras e a carência de professor com formação linguística e pedagógica para atuar na área.
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BIBLIOGRAFIA

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, PCN, 1999 p.146

(STEVES, CUNHA: Caminhos e Colheita, p.59).