IIO ENSINO DE LÍNGUA NO BRASIL NOS ANOS 70

Por, Profº Jeová R. Barbosa



3.O PERFIL DO ENSINO DE INGLÊS NO INÍCIO DOS ANOS 70







O ensino de línguas no Brasil no início de 70 era de caráter puramente técnico, devido atender as exigências da lei de reforma de 1971 e o parecer do Conselho Federal de Educação de que a língua  estrangeira seria ensinada por acréscimo, dependendo das condições de cada estabelecimento. Assim, muitos deles reduziram a carga horária para uma hora semanal, no então chamado 2º grau e na maioria dos casos por somente um ano.  O interesse dos novos métodos áudio-linguísticos, fundamentados no método línguístico estrutural  norte americano de Skiner, com a finalidade estritamente funcional e instrumental sem se preocupar com os aspectos culturais da língua.

Nessa perspectica, deixava de ensinar a língua e civilizações estrangeiras para ensinar apenas a língua como uma ferramenta própria para certos fins. www.diaadiaeducação.pr.gov.br – acessado em 12/06/2006.

Alunos no curso de inglês  na década de 70 
Nesta  época, o ensino estava distribuido em dois níveis profissionalizantes no país: de um lado oferecia ensino de qualidade, o que oferecia língua estrangeira para seus alunos que iriam assumir cargos importantes de supervisores nas indústrias e outro, das escolas públicas, que não ofertavam a língua inglesa para seus alunos, vistos que estes iriam ocupar os cargos menos qualificados que constituiam as maiores damandas nas indústrias que estavam em processo de desenvolvimento no país.

Nesse período criavam-se cursos profissionalizantes para formar mão-de-obra qualificada para atender os interesses econômicos. www.diaadiaeducacao.pr.gov.br

Na América Latina, muitos países eram considerados atrasados ou em desenvolvimento, inclusive a Espanha  passava por privações econômicas, desde o final da guerra civil. Devido a isso, foi considerado um país atrasado e consequentemente a  língua espanhola perde seu valor como disciplina escolar no Brasil , cedendo lugar exclusivo para a língua inglesa.

Neste contexto, o ensino de língua espanhola se distanciou bastante da relevância que alcançava nos anos 40  e 50, pois, na década de 70, na América Latina, vários países viviam sob regimes totalitários e eram considerados atrazados ou em desenvolvimento e a Espanha estava encerrada em si mesma, desde o final da guerra civil, sendo também considerada um país atrasado. Esses fatos acabaram por comprometer a valorização do espanhol como disciplina escolares. www.diaadiaeducacao.pr.gov.br – on line 14 de maio 2006.

O ensino de línguas modernas  na década de 70 obedecia ao método de ensino empregado no latim, ou seja, o método de tradução que previlegiava a aplicação de regras para tradução com base na aprendizagem de palavras insoladamente. Ao contrário era empregado o método estruturalista que estabelecia a oposição entre língua e fala separando assim a dimensão individual da social. Tornou se um referencial histórico devido ter revolucionado os estudos alusívos a língua. Desde a II Guerra Mundial, a aprendizagem e o ensino de línguas estrangeira no mundo, LEM, se projeta de maneira acelerada, com expansão tecnológica e o progresso das comunicações.




Com o desenvolvimentodas ciências linguísticas nos anos 50 e 60 aumenta o interesse das pessoas  em crescerem se pessoalmente e profissonalmente. A partir desse momento começa a surgir mudanças acentuadas no ensino-aprendizagem de LEM, mais voltadas para análise das necessidades  de comunicação dos estudantes . Nos Estados Unidos surgi o método áudio-lingual, originada da linguística estrutural desenvolvida por Bloomfield, que preconiza o sentido por ser mental e fazer parte da psicologia individual, não poderia ser estudado cientificamente.
Nesse sentido o trabalho de professor era basicamente apresentar formas estruturais linguísticas que os alunos pudessem assimilar com mais facilidade por meio da imatação e a repetição  desprezando o significado. Tal procedimento tinha o amparo da teoria behaviorista que estava em evidência no início desse período.

Essa atitude era respaldada pela teoria behaviorista, que é o método de investigação psicológica que procura examinar o comportamento humano com ênfase nos fatos objetivos – estímulo e reação se levar em conta a introspecção; www.diaadiaeducacao.pr.gov.br – acessado em 14 de maio de 2006.

A partir dos anos 70, Paget desenvolve o cognitismo construtivista, que retrata a aquisição da linguagem como resultado da interação  entre o organísmo e o embiente, por meio de assimilações e acomodações responsáveis pelo o desempenho da inteligência. Muitos foram os trabalhos decorrentes dessas perspectivas  que fazem parte do chamado interacionismo social onde a aquisição da linguagem é fruto do relacionamento do homem  com outras culturas e  com meio ambiente. Essa teoria é o fundamento da escola nos dias atuais. Por meio dela origina o conceito de competência comunicativa, de Hymes em 1972, que dá enfase a importância no processo de aquisição da linguagem levar em consideração as questões socio-culturais da região ou comunidade em que se realiza o processo de comunicação e da adequação do discurso ao contexto dos falantes.

Competência comunicativa aqui significa o domínio por parte do falante dos valores socio-culturais da comunidade em que se realiza a comunicação e da adequação do discurso aos usuários e a intenção do falante. www.diaadiaeducacao.pr.gov.br – acessado em 14 de maio de 2006.

Essa definição coincide temporariamente com a valorização dos estudos sobre a ciência do uso da língua , (pragmática), que analisa a linguagem partindo de seus usuários na prática linguística bem como a meneira como governam essa prática.Num primeiro instante, estes estudos levavam em conta uma prática social em um campo restrito apenas a interação face a face. Isso cooperou para a eleboração e seleção de muitos materiais didáticos, que ainda são usados pela escola atual. Todos eles calcados na oralidade e organizados a partir das multiplas funções da língua.
Ainda nesse período, surge uma comcepção  mais ampla de intercionismo, o sociointeracionismo, origina com análise do discurso e trabalhos de estudiosos da linguagemm, como os teóricos russos do circulo de Bakhtin, comcepção essa que se refere a construção conjunta da interação e da dialogia. Devido essa abordagem propiciou uma nova  espectatica no estudo de línguas que apregoou o estudo de língua, a pessoa que fala  e  alem do mais, o uso afetivo que o falante faz da língua.
Verifica-se nos anos 70, que o contexto mundial surge uma revolução nas línguas e começa a difundir as novas teorias de ensino das línguas que começaram ser aplicadas ao ensino aprendizagem de LEM a partir da década de 70, mas que passa a ganhar êxito, a partir dos anos 80 e que se estende até nossos dias.