Por, Profº, Jeová R.Barbosa
2.Um breve relato histórico da língua inglesa no Brasil.
Seria incoerente falar com respeito o ensino de língua inglesa no Brasil, na década de 70, sem antes frisar a criação do sistema escolar brasileiro. No início da colonização, os Jesuítas, que tinha a responsabilidade da educação escolar, ensinavam o latim como exemplo de língua culta. Após a expulsão dos padres jesuítas do Brasil, o ministro Marquês de Pombal implantou o sistema de ensino régio, com professores não religiosos, a cargo do Estado, que continuava ministrando as línguas clássicas: o latim e o grego. Era através dessas línguas que ensinava o vernáculo, história e geografia. Com a chegada da família real em 1808, o ensino das línguas modernas teve um leve impulso
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| Colégio Pedro II foi a primeira escola pública oficializado no Brasil. Localiza no Rio de Janeiro. |
Mais tarde, por volta de 1837, com a fundação da primeira escola pública de nível médio, o colégio Pedro II, o ensino de línguas no Brasil passa ganhar real importância.Por essa nova unidade de ensino foi adotado um currículo de acordo com o modelo dos franceses, que constavam 7 anos de francês, 5 de inglês e 3 de alemão. Essa grade curricular geriu as escolas secundárias no Brasil aproximadamente um século. O Brasil desde o seu descobrimento vem sofrendo influências de povos vindos de outros países do mundo em busca de melhoria de vida. Toda e extensão territorial, desde o início do século XX, formou grandes colônias de imigrantes. Tais colônias, querendo preservar suas culturas, organizavam escolas para as crianças estudarem apenas a língua de seus ascendentes e o português, quando estudavam era tido como uma língua estrangeira. Apesar do alarmante movimento de migração que houve nessa época, o modelo de ensino implantado pelo o Colégio Pedro II, manteve até 1829. Sendo o francês em primeiro Lugar e seguido do inglês, depois do alemão e, a partir de 1829, o italiano, que fez parte do currículo até 1931. Com a nova política do governo Getúlio Vargas em 1930, embasada em ideais de modernidade cujo propósito era implantação de uma identidade nacional, coloca sob o domínio do governo todas as idéias anti-democráticas com respeito a língua."A partir de 1930, O governo Getúlio Vargas, imbuído por um ideal de modernidade em busca de uma identidade nacional, promove uma tentativa de conter e colocar sob o jugo do governo às minorias étnicas, linguísticas e culturais que se propagavam desde o início do século. O resultado desta aversão ao estrangeiro foi que muitas escolas, principalmente de colônias alemãs, foram fechadas ou perderam sua autonomia e passaram ser dirigidas por professores indicados pelo o governo.www.diaadiaeducação.pr.gov.br) Essa nova atitude do governo entre em choque com os princípios dos imigrantes residentes aqui no Brasil que priorizavam suas línguas e considerava a língua portuguesa como estrangeira. Ao mesmo tempo preparava o Brasil para mudanças posteriores devido provocar um sentimento nacionalista. Com a reforma Capanema em 1942, o curso secundário foi dividido em dois níveis: ginasial, com quatro anos e o colegial com três. Neste momento a educação ficou centralizada no Ministério da Educação que tinha a autonomia de decidir sobre quais língua deveria ser ensinada, a metodologia bem como o programa a serem trabalhados em cada série. A língua espanhola passa ser valorizada como disciplina curricular, pois representava para o governo, um referencial de patriotismo e respeito as tradições históricas nacionais."O espanhol naquele instante, era língua de autores consagrados, como Cervantes, Becker e Lope de Vega e além do mais, era a língua de um povo orgulhoso de seus heróis nacionais, como El Cid, a Rainha Isabel, O Imperador Carlos V e os conquistadores. (PICANÇO, 2003, p.33). Nessa época, as colônias alemãs, italianas e japonesas existentes aqui no Brasil, passaram a ser consideradas como afronta a soberania nacional. Enquanto que a língua inglesa tinha o seu espaço assegurado devido ser o idioma mais empregado nas transações comerciais, por outro lado o francês mantinha a posição de língua destaque, por significar modernidade e civilização.
| Difusão da língua inglesa no Brasil na década de 70 |
Com a Criação da LDB de 1961,o ensino foi descentralizado e criado o Conselho Federal de Educação ficando as decisões do ensino de língua estrangeira sob a responsabilidade dos Conselhos Estaduais de Educação. Com isso, o ensino de inglês passa ganhar cada vez mais espaço, em relação ao ensino de francês, que era bastante afeiçoado pelos chefes militares que levava o corpo discente a uma excessiva política no sentido de se apropriar da língua. Ao mesmo tempo, a língua espanhola, ganhava seu valor de expressão como boa literatura hispano-americana, que no início de 60 espalhou na América e em todo mundo através da Europa. Em 1961, a União passava a coordenar a ação educativa em todo o País e os Estados a tarefa de organizar os seus respectivos sistemas, incluindo todos os níveis de modalidades de ensino. Neste instante, consolida-se a vitória dos educadores da década de 20 e início dos anos 30, com implantação geral de regras e um novo horizonte no sistema nacional de educação se projeta. "Somente em 1961, efetivou-se a vitória dos educadores da década de 20 e início de 30, fixando-se as diretrizes gerais e as grandes linhas de um sistema nacional de educação.A união passava a assumir a posição que lhe cabia de coordenar à ação educativa em todo País, e os Estados a tarefa de organizar os respectivos sistemas, incluindo todos os níveis e modalidades de ensino." (LOURDES, Maria p.97)
BIBLIOGRAFIA
http://www.diaadiaeducação.pr.gov.br -12-05-2006 SCHUTZ, RICARDO. A Evolução do Aprendizado de Línguas ao longo de um século.
English,Made in Brazil. Disponível em :http://www.fdc.br/língua-estrangeira. Acesso em 06/01/ 2006
BARBOSA, JEOVÁ Rodrigues. Aspectos Gerais do Ensino da Língua Inglesa no Brasil,na década de 70, numa perspectiva histórica e crítica. MONOGRAFIA DE PÓS-GRADUAÇÃO, 2006 1º ed. p.5,6


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